sexta-feira, 2 de julho de 2010

SURREALISMO


E cai mais uma vez a ficha da ilusão e me aproximo mais de quem realmente sempre pretendi ser.
E dói mais uma vez esse rico coração, mas dessa vez aprendendo que a gente nunca, jamais, joga pra perder.

Não se perde nada. Se ganha! Sempre.

Na maioria das vezes ganhamos desilusão, um sentimento que, sabendo ser usado, traz aos 'acordados' a gratidão. Acordar é o mais, digamos, demorado!

E foi exatamente no mesmo lugar que nos conhecemos e calmamente dormimos que nos despedimos, e bruscamente acordamos, e eu pela primeira vez não chorei, não tive ciúme, nem raiva, nem quis que ele morresse, nem desejei a minha morte.
Peguei a mala que me pertencia, pesada, cheia de experiência e sentimentos misturados, e voltei para casa; como a filha pródiga do meu próprio coração.





Conhecê-lo me deixou mais ciente do que eu não quero pra mim, e de quanto mimo eu ainda desejo receber e de quanta felicidade eu ainda pretendo viver.

Eu disse à ele: - Jamais te esquecerei, você me fez querer o melhor pra mim e por isso quero também o melhor pra você, e eu serei eternamente grata a esse sentimento de planta grande demais para vaso pequeno, sentimento que você despertou em mim. Obrigada.

Ele fez com a cabeça.

E com um abraço e palavras sinceras e rápidos sentimentos de embriaguez por estômago (ou coração) vazio, terminamos ali uma relação de quase um ano.

E literalmente eu fui para um lado, e ele para outro, conscientes de que seria melhor assim. E foi.

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