terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cuide bem...

Já tá amando?


- Nossa, se conheceram tem o que, um mês?? Já está amando é? (Risos)
- Eu, assim como você minha cara amiga, eu pensei que havia amado alguém antes, eu pensei que havia vivido antes, mas não houve vida antes dele. Eu sempre fui um ser, mas não era um ser vivo até domingo passado. Ele veio aqui e mudou minha vida. Ele me tratou como uma princesa, ele lia o meu olhar e nenhuma palavra precisava ser dita, e por não esperarmos nada um do outro, não houveram decepções e não podia ter sido melhor.
Você provavelmente está se perguntando se ele beija bem, coisa e tal...Tudo o que eu posso te dizer é que ele não apenas beija bem, ele é bem, tudo nele é bem e ele faz tudo bom.
Os beijos...Ah, os beijos não foram apenas uma união de bocas não, ele foi o salva-vidas da minha vida, entre seus lábios, seu ar me devolvera o ar e a saliva de sua língua lavara minh'alma.
Agora eu sei o que é ser amada de verdade, sabe?! Eu tenho plena certeza porque desejos transbordam e olhos se comunicam, porque palavras se calam e meu corpo se pudesse, se livraria de uma metade para juntar-se ao dele com mais precisão.
Pensei que esses meus casinhos com idiotas fossem amor, mas nem era; nunca pensei amar alguém que preste, mas estou sendo amada agora e é inevitável não amar quem nos faz bem,
ainda mais depois de amar tanta gente que nos fez mal! Concorda? (Risos) (Muitos!)
- Caraca, não sabia que já estava assim amiga, me chama pro casamento ein! Estou suuuuuuuuuuuuuuuper feliz por vocês.
Tenho que ir agora, beeeeeeeijos.
[A cada 10, 5 é na maldade.]

domingo, 10 de janeiro de 2010

dois mil e dez


Quem começou o ano com o pé direito que dê um grito, de silêncio.
Quem já encontrou o amor de sua vida que dê um sorriso, bem fechado.
2010 confirma que a inveja tem sono curto, e que quem realmente é feliz não conta, e quem tem mesmo um amor de verdade dá conta, da boca calar, aprendeu que mostrar demais e falar demais é propaganda, e isso vem sempre a estragar.

Foram dois mil e dez anos, vinte e três deles são meus.


Vinte e três anos de experiência (?), vinte e três anos de aprendizado (!).


Tento ainda entender certas coisas, apesar de já saber diferenciar as pessoas. Já sei quem é carente, já conheço os inocentes, as chamadas crianças grandes. Aprendi o amargo caminho do certo, que começa no inferno e termina no paraíso. Sei deixar um poema me ler. Sei deixar uma música me cantar, me encantar. Sei que os bons morrem cedo e que os maus nunca morrerão, como os bons atos, que precisam ser cuidadosamente balanceados.


Vejo graça nas coisas sem graça, no cinismo, no sarcasmo e faço parte do grupo de pessoas que não fazem escolhas óbvias.


Shakespeare, Oscar Wilde, Virginia Woolf, Mário Quintana, Carl Jung e Vinícius de Morais nunca morreram. (A conjugação está correta)


Sinto que dois mil e dez será o ano um, mas não tenho certeza do número exato nesse novo ano. São inúmeras e infinitas confusões e descobertas, são mais dois mil e dez segredos.


Feliz Ano Novo.
[Tristeza não tem fim, felicidade sim]