segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Troféu Mulher do mês


Vai para Liz Gilbert, a autora do livro EAT, PRAY, LOVE, que virou filme, que virou um sucesso, que virou um "must see" que eu vi, que virou meu filme favorito de todos os tempos.

A dura leveza do aprendizado de Gilbert se espelhou muito na minha vida, não que eu tenha ido à India, Itália ou Indonésia mas o fato de ter uma sueca e um brasileiro no filme me fez sentir bastante comunhão com a autora, que descreve de forma feminina e real as suas experiências de vida. Ver o filme é um bônus, com lindas paisagens e nada mais nada menos que Julia Roberts no papél principal.


Lencinhos de papél na cabeceira, e boa viagem.

A importância do Cedilha

To sem postar (escrever pra mim mesma) a bastante tempo.
Parte disso se deve a falta de tempo - e a preguiça quando eu tenho tempo - e outra parte se deve ao cedilha - ç.

Meu pc não tem cedilha, leio, estudo e escrevo em outra língua a 6 anos. Não é sempre que tenho paciência de procurar concordâncias verbais e nominais em livros e / ou sites de gramática e principalmente, copiar e colar o danado do c cedilha.

Palavras viram motivo de risada sem ele, o MSN que o diga:
FACA, ACUCAR, CABECA, LOUCA, PALHACO, CORACAO, CALCA, BRACO...

Inúmeros são os exemplos e pequeno é o "rabinho" desse c com som de s que faz tanta falta para pessoas que assim que como eu moram fora e/ou possuem um teclado sem ele.

Copiem e colem : ç

سابرينا

">

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

mulher de 24


Having a baby is like getting a tattoo on your face. You really need to be certain it's what you want.

Do filme: Comer, rezar, amar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

mês de agosto

No mês de agosto eu só escrevi merda.
Tenho evitado escrever pra mim mesma nesse blog, espero que um dia as pessoas que me inspiraram possam lê-lo, apenas elas.
Não almejo mais do que isso, acho chato escrever por pressão, pelos "fãs", pela modinha, aliás acho chato fazer qualquer coisa quando não se tem vontade.
Eu tenho tido vontade de escrever, mas de alguma forma louca, tenho esperado, evitado, finjido, tenho esperado que esse sentimento de alma crua morra em mim.
Eu sei que para as pessoas com essa 'marca da besta' a coisa nunca vai embora. Mas fico a ignorando, o tempo todo, como se eu tivesse me cagado mas a preguiça não me deixasse me limpar. E escrever é se limpar mesmo, é aliviar só dessa vez, e a consciência de que a bosta vai vir denovo. E poucos são os que vêem essa bosta toda como arte.

A vigarista


Me apaixonei por ela em questão de segundos, o que não é nem um pouco incomum.
Não adianta a gente descrever as pessoas para que outras pessoas entendam mais ou menos como a pessoa que estamos tentando descrever é. Mas posso dizer que era linda, a moça era linda.
Conheci N por meio de uma amiga incomum nossa. Já havia ouvido falar sobre ela, que haveria namorado um ex namorado meu, o que me fez criar um certo asco ao ouvir seu nome, mas minha, nossa amiga incomum me convenceu a tentar entrar em contato com ela via orkut. Disse também que teríamos um bom relacionamento, porque gostamos das mesmas coisas. Pensei, repensei e vi que sim, o fato de ela ter namorado meu ex é prova suficiente de que gostamos das mesmas coisas.
Adicionei ela, fiz uma pequena descrição de quem eu era. Ela me aceitou e no mesmo dia começamos a trocar idéia no orkut, depois no MSN.
N me mandava músicas que eu adorava, e contava histórias engraçadas sobre o nosso ex e sobre a vida, gostos, e coisas do tipo.
Um belo dia resolvi ver suas fotos com mais calma, e me peguei hipnotizada.
N não era bonita para todos, você provavelmente não a acharia isso tudo, mas era perfeita pra si mesma: para seus dentes, para o modo como sorria, para seus pequenos seios, para seus olhos castanhos...
Se apaixonar não seria dificil. Quando dei conta estávamos viciadas uma na outra, jogando indiretas e trocando supostas declarações de amor, tudo no hetero, tudo na amizade.















N sumiu por meses. Excluiu o orkut, não entrava no MSN, senti uma saudade do caralho e resolvi ligar para nossa amiga incomum:
- E cadê a N, ela sumiu, não a vejo mais no MSN, excluiu o orkut, o que houve, ela ta bem?
- N ta namorando, vai casar, por isso ela sumiu, o namorado têm muito ciúme.















Meu mundo caiu por uns segundos.
Salvei inúmeras fotos dela, as olho vezenquando, suspiro e murmuro: Filha da puta, pensei que você fosse diferente.

Pelo menos rendeu esse texto né, pra quem é tá bom demais.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O fio de cabelo

Eu não sei o que escrever, eu não sei escrever.
Eu quero ser uma boa escritora que têm irmãos na dor, mas eu não sei como se faz isso.
Eu quero desabafar. Mas as vezes a preguiça é maior do que essa vontade de descarregar emoções pelos dedos.
Eu sei que eu não sou uma má pessoa sem ser ter motivos pra ser uma má pessoa, estou descobrindo minhas qualidades dia após dia no defeito alheio.

Um fio de cabelo, foi isso que eu achei ainda agora pendurado na garrafa d'àgua que mataria minha sede de te ligar. Depois de tudo que eu fiz, depois de tudo o que passamos, e enfrentamos e sofremos...

Eu não sou boba. Eu tenho um radar pra mentira muito apurado.
Você dorme. E ultimamente tem exalado ao meu lado o cheiro de suas ações. Eu suporto tudo quieta. Tenho medo de você, e tenho mais medo ainda de mim.

Não voltamos. Eu não preciso lavar mais as suas roupas, eu não preciso mais disfarçar tesão pra te dar prazer e me trancar no banheiro depois. Eu não preciso mais de você, eu não sou tão só assim. Sou um ser tão capaz de perdoar outros seres, sou um ser capaz de entender a dor alheia sem ironias, não acumulo munição para futuras brigas. Eu sou sincera, e você sabe disso, e você tem, no fundo, uma inveja disso, uma inveja dessa minha coragem de dar o coração à tapa por uma criatura tão suja interiormente como você. E é isso que você não suporta. Você bem sabe do mal que me fez, e mesmo assim eu abri as portas pra você outra vez, eu te pedi perdão, eu te pedi amor, eu te pedi carinho, abrigo, pedi que provasse cada palavra que me disseste. E não obti nada. Esse texto, aliás esse blog, é a prova disso. Você não suporta mais nem conversar comigo. Você tem nojo da minha imagem sincera te julgando sem querer.

Eu sei, eu sei que você quer vingança. Eu sei muito bem.
Você alimenta seu ego nas mentiras convincentes que pensas que conta, e nas lágrimas que escorrem da descoberta delas, eu já percebi. Só que sexto sentido de mulher que ama de verdade é forte demais para enganos. A gente só finge que não sabe, a gente ora e pede à Deus para retirar essa benção que ele nos deu. E quando, no meio das longas madrugadas, todos os namorados mentirosos dormem tranquilamente, à gente chora o choro mais pesado do mundo, eliminando pelo espelho da alma cada grama do corpo que tanto prazer nos deu. E aos poucos estamos livres. Você sabia disso?

É, mas se por um acaso precisar de mim denovo, saiba que eu te ajudarei sempre que quiseres, tenho um coração bem maior do que o fio de cabelo da mulher que dormiu contigo naquele sábado.