sábado, 26 de setembro de 2009

no orkut dos outros...


Não quero aderir à essa modinha ridícula que vem tomando conta dos orkuts por orkut afora...


Requisitos para se ter um perfil incubadamente ridículo no orkut:



*Perfil poético, mas que admite os defeitos superficiais como chorona, mimada, impulsiva, faladeira, extremista, sincera ao extremo, orgulhosa, exigente, dramática, pavio curto..)
*Inteligente (apesar de não ter a mínima capacidade de fazer um perfil sozinho...exagere em frases de Caio Fernando Abreu, Martha Medeiros, Clarice Lispector, Tati Bernardi...

*Seja abertamente magoado e apaixonado pelo seu ex (?) e quase implore para ser amado (no orkut)!

*Carência à flor do perfil

*Seus livros favoritos tem que incluir: O caçador de pipas e O pequeno príncipe

*Filmes: Twilight e Um amor pra recordar (A walk to remember)

*O "par-perfeito" é sempre inexistente ou inalcançável como: Edward Cullen.


Siga essa dicas e terás um perfil disfarçadamente ridículo :D



Essas pessoas, apesar da idade e da faculdade, ainda não aprenderam a tal da lei da sobrevivência.

Gostar dos livros e filmes que eu citei acima é uma coisa, agora, fazer um perfil com todos os requisitos é outra.

Não quero ofender ninguém, mas isso ai vai de quem ler.

Estou falando apenas, meninos e meninas, que não adianta, você está se passando por ridículo!

Não adianta dar uma de "acabada (o)" pelo orkut, porque sua relação acabou. Você pode bater pé, pode escrever até o nome dos avós dele (a), QUE ELE (A) NÃO VAI ESTAR NEM AI!


Acorde.


Isso dá muita raiva, melhor dizendo, raiva não...pena!


Quero ver você dizer a verdade, soltar o verbo. Cadê a coragem?


LIBERTE-SE!


Quero ver quem escreve que é uma vagabunda, que traiu o namorado e por isso tá sozinha hoje em dia.

Quero ver quem escreve que tá duro, sem grana nenhuma e teve que pegar emprestado com o vizinho, apesar de o carrão, a isca para pegar piranha, estar na garagem, sem gasolina, mas na garagem!

Quero ver quem escreve que tá infeliz com a esposa, com o marido, mas não larga porque prefere a infelicidade à solidão.

Quero ver quem escreve que há muito tempo não sabe o que é dormir...Por conta das contas impagáveis que fez.

Quero ver quem escreve que a família hipócrita que tem, curte da cara do (a) namorado (a), porque ele é negro (a), quando ele (a) não está presente. Mas fazem questão de entrar na gigantesca comunidade : Racismo, Não!

Quero ver quem diz que não importa o nome, a idade, o sexo. Nunca mais vai se apaixonar, porque seu coração pertence a outra pessoa...


São inúmeras situações, vistas em orkuts, que refletem bem a vida de aparência que nós brasileiros levamos.

Sempre preferimos colocar a venda e seguir, no meio da guerra, sem lutar. Fingir, aprendemos a fingir e a mentir tão bem que acabamos esquecendo quem realmente somos.

E é ai que o orkut entra com a pergunta que não quer calar : Quem sou eu?

Essas três palavras passam do monitor em direção ao quartinho que guardamos hipocrisia, depois da nossa alma, no nosso ego.


Quem sou eu? Quem é você?



Gente bonita, perfis arrumadinhos, comunidades bacanas, sim, mas e você?

Eu quero é mais do que isso, eu quero ter um pouco do que tem na sua alma.



Se ler isso e se identificar, peço-lhe: Por favor, mude.

Faça o login no seu coração, visite-o, olhe mais de perto, sente-se, admire e escolha as suas comunidades, faça amizades com os seus defeitos, trabalhe com eles e talvez, apenas talvez, um belo dia, você venha a ser essa pessoa que você diz que é, a pessoa que você gostaria de ser.

O poder é todo seu.




Uma alma verdadeira conhece outra a léguas, assim como conhece também as falsas.





A lei da sobrevivência, para quem não sabe, é sobreviver. Apesar da dor, do amor e do rancor, sobreviver, e sorrir sempre que possível, não deixar transparecer. Tem remédio.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Uma estórinha.

Eles não entendem, não entendem, os burros não entendem como eu funciono.
Individualidades à parte, sou mulher, sou igual a qualquer outra mulher, e é disso que eu falo agora. Os burros, os homens burros, não esperam o tempo do crescimento para fazerem a colheita. Eles querem e querem agora.
Não demostram, pobres criaturas, a tão sábia e milagrosa paciência. Não. Eles nem sabem o que é isso.
Mulher é tão sonhadora, faz tantos planos em cima de vocês, vermes dessa terra, que só servem para estragar o, antes, tão perfeito fruto.
Mulher é isso. O fruto. A coisa preciosa, que deve ser observada, admirada, almejada e, agora sim, colhida.
Por serem demasiadas preciosas, exigem de vocês a paciência. Observe só o que acontece com a mulher "colhida", com a mulher que sedeu ao malfeitor antes da hora, está inútil e marcada para o resto da vida.

Desculpem a loucura e a sinceridade que uso hoje, mas eu resolvi falar.
Falar de um assunto feio o embaraçoso, vou falar da dor de ser mulher.

Observada, naquela esquina, ela sorri para ele. Os olhos não são bíblias, mas também estão cheios de mistérios, mistérios horripilantes e doces, uma mistura do verde com o castanho.

A carência, meu caro, nada mais é do que a prova viva da não admiração tão precisada. A carência é o câncer que nunca morre, dentro de uma mulher.

Ele se aproxima, sorri, oferece um café e pronto. Conversam e ele pergunta a ela quando vão se ver novamente. Seu coração bate forte. E agora José?!

Ela disfarça, mulher sempre disfarça a ridicularidade de um homem, e acaba dando o seu número para ele.

Inúmeras ligações ocorrem no período de 3 meses, e o animal, faminto, não aguenta mais esperar e começa com a sua única arma que cabe, precisamente, na carência daquela jovem: a chantagem:

- Mas você é tão linda, por quê não quer sair comigo? Sou muito feio, pode falar...
- Não, não é nada disso, é que...hoje tenho que estudar para uma prova de geografia.
- Pô, gata, estuda aqui em casa... hehehe, Não, sério...estuda mais tarde poxa. Vamos naquele cinema lá do centro, tá passando um filme maneiro.
- Vou pensar...
- Ah, se não quiser ir entenderei (?), mas eu queria muito sair com você. Você é muito linda e interessante.
- Obrigada...

Duas horas depois se encontram no cinema do centro. O cara levou todos os seus amigos com ele para dar a "nota".
A menina vestia uma blusa simples azul, uma calça jeans clara, e o cabelo estava preso para cima.

Ao chegar no lugar marcado e ver aquele monte de garotos, a menina se sente intimidada, para, e espera num canto, tímida, pela misericórdia do homem que a fez o convite.

Ele, depois de levar uns tapinhas nas costas dos amigos, se aproxima, a beija no rosto e entram no cinema.
O filme até que era bacana, se não fosse aquela mão boba entre suas coxas o tempo todo...
Na única cena de sexo, que durou uns trinta segundos, ela se sentia extremamente constrangida.

Depois de mais de uma hora e meia de tortura, ela viu finalmente as luzes se acendendo. Ufa!

Agracedeu, deu-lhe um beijo no rosto, e seguiu aquele corredor estreito em direção á saída do cinema. Chegando do lado de fora, surpresa: O vento quente se misturou com a frieza dos amigos do tal rapaz, que o esperavam, fielmente, do lado de fora.

Ela, constrangida, seguiu em frente sem nem respirar, enquanto eles gargalhavam alto e saudavam o amigo.

- Ele nunca mais ligou, ela ainda pensa.
Olhando tristemente para sua nota na prova de geografia...

sabrina monroe


--'



Prezados Plagiadores...

Peço que tenham o mínimo de decoro quando forem usufruir de minhas meras obras literárias.

Volto a mencionar a vossa necessidade em serdes mais afoitos.
Posso eu, podes tu.

Supondo que estão todos advertidos, sinto-me mais do que no direito de intentar uma acção judicial contra toda e qualquer criatura humana que copiar ou imitar, sem engenho, as minhas obras e/ou pensamentos sem apresentá-los como meus.



Atenciosamente, a Autora.

sábado, 19 de setembro de 2009

No escuro .

A verdade não é que ninguém quer ir pro inferno sozinho.
A verdade é que as pessoas querem comprovar que não estão sozinhas com as suas opiniões, com as suas fantasias, com os seus medos; esse tipo de solidão confundi...aprisiona, e ninguém é tão seguro a ponto de não sentir nem uma pontinha de alegria quando descobre que também pensam como ele, que também pensam parecido com ele.

É o tal do aperto de mão no escuro. É uma coisa tão íntima que não há como acender as luzes, mas você sente, na escuridão, a companhia. E essa companhia é tão real e tão intensa, que te faz respeitar, simplesmente respeitar, brota o respeito mútuo, por você mesmo, e pelos outros, com opiniões diferentes das suas.

Obrigada pelo aperto de mão, Tati Bernardi.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quem sabe é quem sai


Há 5 anos atrás mudei de rua, mudei de bairro, mudei de endereço, mudei de país, mudei de vida.
Há exatamente 5 anos, 2 meses e 13 dias, eu mudei.
É incrível a capacidade de um ser humano suportar. É incrível como conseguimos deixar tudo o que vivemos no passado e começar denovo, dando sempre uma olhadinha pra trás, é claro.

Quando peguei aquele avião no aeroporto internacional Tom Jobim, trouxe na mala quase nada. Nunca havia saído do país, nunca havia deixado os meus amores na certeza de não voltar tão cedo. Ah, os meus amores!
Lembro dos desenhos do meus lençois, lembro do cheiro do pão da padaria ao lado da minha casa, das vinhetas das rádios que eu ouvia todos os dias, até da voz da mulher do carro do peixe, eu lembro.

Uma saudade saudável invade meu peito, e se aloja bem lá no fundo, sentá-se e eu sinto que ela não pretende mais sair. Faz morada.

Deixar o país é uma dor tão suportável. Uma dor saudável, a dor de não pertencer áquela vida, áquele bairro, áquele lençol, áquela casa do lado de uma padaria.

A angústia de deixar as festas mais badaladas, os pagodes mais gostosos, os bailes mais sinistros, o calor do Rio de Janeiro... é uma angústia de crescer, é uma angústia de rebeldia, de não se conformar. Uma angústia de teimar, de querer o melhor, de ousar fazer o diferente. Mas essa dor, esse fino incômodo, só sente mesmo quem abandona, quem sai da sua zona de conforto, e quem sente na pele a dor de deixar de vadiar.

Invadir outro país, para mim, está sendo uma surpresa eterna. É bom, porque há tanto o que descobrir do Brasil em mim mesma! Há coisas que precisam ser descobertas com a angústia, coisas tão suas, e você precisa abandonar a segurança dos seus lençois, da sua familia e de festas nacionais para descobrir.

Há um valor que mora dentro da casca do valor, se esconde. E quando você viaja, talvez ele estranhe não sei, mas ele sai. E uma gota desse valor tão escondido corresponde a mais de uma vida inteira de tão falados e mal entendidos VALORES. Quem sabe você não está entendendo nada, quem sabe estou falando loucuras agora, quem sabe é quem sai!

Então sai, sai daí, dessa cadeira, dessa sala, dessa casa, dessa rua, desse bairro, desse país.
Tente, pelo menos tente, ser uma pessoa emocionalmente independente. E tenho certeza de que me entenderá.

Ouse.

Algumas pessoas acham que é inveja, e me pergunto o porquê.
Porque é certo que você vai pra festas todos os fins de semanas, escola e passeios com os amigos(?), baladas e raves, curte praia, churrasco e cerveja o ano todo.
Mas enquanto você se perde em meio a corpos vazios e se entranha cada vez mais à procura de pessoas que confirmarão as suas mentiras, eu estou em meio a minha alma, estou em pleno contato com o meu coração e totalmente ciente de meus sentimentos.

O meu sumiço para todos os moradores do Gouveia e proximidades, tem sido o meu aparecimento para mim mesma. Enquanto você se diminue pensando ser maior, eu cresço em silêncio.

Mas crescer dói. Parar de vadiar dói. Deixar de ser dói.

Aquelas dores adolescência. Dor que vale à pena.

Nasci no Rio Janeiro, mas onde morrerei, só depende de mim!

Saudades do Meu Brasil, aprendendo cada dia mais o verdadeiro significado da palavra patriotismo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

e o troféu Mulher do mês de setembro vai para...


Fernanda Young, carioca, escritora atriz, apresentadora de TV e roteirista.



Bibliografia:
1996 - Vergonha dos Pés

1997 - A Sombra das Vossas Asas
1998 - Cartas para Alguém Bem Perto

2000 - As Pessoas dos Livros

2001 - O Efeito Urano
2004 - Aritmética

2005 - Dores do Amor Romântico (poesias)

2007 - Tudo que Você Não Soube


Além de seus vários trabalhos atrás das câmeras, Fernanda também tem seu próprio programa de TV desde 2006, o Irritando Fernanda Young. Confiram no Youtube, vale muito a pena.


O que mais gosto em Fernanda é sua sinceridade, sua feminilidade, sua verdade, sua poesia e a sua ausência de medo ao mostrar quem realmente é.

Blame it

http://www.youtube.com/watch?v=iaFNI4USrGg&feature=fvw