domingo, 10 de janeiro de 2010

dois mil e dez


Quem começou o ano com o pé direito que dê um grito, de silêncio.
Quem já encontrou o amor de sua vida que dê um sorriso, bem fechado.
2010 confirma que a inveja tem sono curto, e que quem realmente é feliz não conta, e quem tem mesmo um amor de verdade dá conta, da boca calar, aprendeu que mostrar demais e falar demais é propaganda, e isso vem sempre a estragar.

Foram dois mil e dez anos, vinte e três deles são meus.


Vinte e três anos de experiência (?), vinte e três anos de aprendizado (!).


Tento ainda entender certas coisas, apesar de já saber diferenciar as pessoas. Já sei quem é carente, já conheço os inocentes, as chamadas crianças grandes. Aprendi o amargo caminho do certo, que começa no inferno e termina no paraíso. Sei deixar um poema me ler. Sei deixar uma música me cantar, me encantar. Sei que os bons morrem cedo e que os maus nunca morrerão, como os bons atos, que precisam ser cuidadosamente balanceados.


Vejo graça nas coisas sem graça, no cinismo, no sarcasmo e faço parte do grupo de pessoas que não fazem escolhas óbvias.


Shakespeare, Oscar Wilde, Virginia Woolf, Mário Quintana, Carl Jung e Vinícius de Morais nunca morreram. (A conjugação está correta)


Sinto que dois mil e dez será o ano um, mas não tenho certeza do número exato nesse novo ano. São inúmeras e infinitas confusões e descobertas, são mais dois mil e dez segredos.


Feliz Ano Novo.
[Tristeza não tem fim, felicidade sim]

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